Inovação e Inclusão na Sala de Aula: O Circuito Tátil que Transforma o Ensino de Física
Projeto da Escola Normélio Cunha (Sombrio/SC) mostra como a acessibilidade tátil pode transformar o ensino de eletricidade para estudantes com deficiência visual.
Imagens do projeto: antes e depois


Contexto
Em um mundo onde a educação busca ser cada vez mais inclusiva, projetos como o da Escola Normélio Cunha, em Sombrio, Santa Catarina, se destacam como verdadeiros exemplos de inovação. Liderado pela professora de física Larissa e com a colaboração de profissionais dedicados, um circuito adaptado com acessibilidade tátil está transformando a maneira como alunos com deficiência visual aprendem sobre eletricidade.
O Ponto de Partida
Tudo começou com uma simples imagem da internet que a professora Larissa compartilhou com o ATP Jusimar, responsável pelo ensino médio. Jusimar, com sua habilidade prática, deu vida à primeira versão do projeto. Essa ferramenta inicial provou ser um sucesso instantâneo, indo muito além de um simples recurso educacional. Ela se tornou um meio de mostrar e identificar circuitos de forma prática e compreensível para todos.
Reconhecendo o vasto potencial desse recurso de baixo custo, o professor João Paulo, do Atendimento Educacional Especializado para deficientes visuais (AEE-DV), uniu-se à equipe. Sua análise do projeto inicial trouxe novas e valiosas ideias, impulsionando a necessidade de uma nova versão.
Trabalho em Equipe
Com a missão de aprimorar a ferramenta, Jusimar e João Paulo embarcaram em um desafio criativo. Foram duas noites de trabalho incansável, desenvolvendo um upgrade mais elaborado e funcional. Mesmo sem a familiaridade com a parte prática, a professora Larissa foi essencial na teoria, instigando seus parceiros a pensar em soluções cada vez mais sofisticadas.
O Upgrade
O resultado dessa colaboração foi uma atualização inovadora: plugs banana coloridos, resistores, lâmpadas e buzzers. O circuito agora permite diversas configurações (série e paralelo). O buzzer possibilita que alunos com deficiência visual percebam o funcionamento pelo som, enquanto as lâmpadas atendem aos com deficiência auditiva.
O projeto mostra como a colaboração, a criatividade e o compromisso podem superar barreiras e criar um aprendizado inclusivo e acessível.